Além das merecidas homenagens, este é também um momento de reflexão. Convivemos com o aumento brutal de casos de violência contra as mulheres, em suas mais diversas formas. E é hora de mudar esse cenário.
HENRIQUE PATRIA
No dia 8 de março, foi celebrado o Dia Internacional da Mulher. Mais do que uma data comemorativa, trata-se de um momento de reconhecimento, gratidão e reflexão sobre o papel extraordinário que as mulheres exercem na construção de uma sociedade mais justa, sensível e humana em todos os espaços da vida moderna. Na família, no trabalho, na ciência, na cultura e na política, a presença feminina tem se mostrado cada vez mais decisiva, e sua independência, digna de aplausos.

Ao mesmo tempo, essa data também nos convida a uma reflexão mais profunda. Não deveria ser necessário exaltar a independência feminina como algo extraordinário, pois, em essência, o mundo sempre foi construído por homens e mulheres. Afinal, a capacidade de pensar, agir, criar, transformar e conduzir a família ou seu ambiente de trabalho é um dom do ser humano, independentemente do sexo das pessoas. A sociedade é composta assim.
Na cadeia siderúrgica, algumas ações se destacam em celebração ao Dia Internacional da Mulher.

Na Vale, uma das maiores mineradoras do mundo, a empresa enfatiza em seus editoriais: “Acreditamos que a representatividade feminina é essencial para a construção de um futuro mais igualitário e sustentável. Nossas iniciativas com foco em diversidade, equidade e inclusão contribuem para um ambiente mais colaborativo, inovador e atrativo para novos talentos.” E complementa: “Oferecemos constantemente oportunidades em todo o Brasil para mulheres que desejam evoluir conosco, em um ambiente de trabalho pautado no respeito, no qual todos encontram espaço para se destacar e crescer.”
Em seus compromissos públicos, a Vale informa que, desde 2019, ampliou de 13% para 26% a participação feminina em sua força de trabalho, o que hoje representa mais de 8 mil mulheres atuando em diferentes posições na empresa.
COMPROMISSO ASSUMIDO
Já na ArcelorMittal, uma das maiores siderúrgicas nacionais, a empresa destaca que firmou o compromisso de alcançar no mínimo 25% de representatividade feminina em todas as posições de trabalho até 2030, meta que já chegou à marca de 21%. Para Sofia Trombetta, diretora de Pessoas, Saúde e Bem-Estar da ArcelorMittal Aços Longos LATAM e sponsor global do Conselho do Programa de Diversidade & Inclusão, antes de estabelecer esse objetivo, a empresa já havia se preparado para ampliar a presença feminina e também estimular a formação de mão de obra qualificada.

“Os nossos esforços envolvem desde a formação de base, com projetos voltados para meninas nas áreas de ciência, tecnologia, engenharia, artes e matemática – o programa ‘STEAM Girls’, realizado pela Fundação ArcelorMittal –, até a capacitação profissional em comunidades nas quais atuamos em parceria com o SENAI, além da sensibilização interna na própria empresa”, destaca a executiva.
Além disso, a empresa ainda patrocina as edições do “Prêmio Mulher ArcelorMittal”. Criada em 2019, a iniciativa tem como objetivo identificar e reconhecer mulheres que lideram negócios ou projetos sociais transformadores, fazendo a diferença em suas comunidades. A premiação também busca capacitar essas lideranças, reforçando o compromisso com uma sociedade mais equitativa, justa e democrática. Em 2023, a premiação foi ampliada para o Ceará, além do Espírito Santo e Santa Catarina, onde, respectivamente, a ArcelorMittal mantém as unidades de Pecém, Tubarão e Vega.
E a Grips Editora também se uniu às homenagens, e junto com editorial especialmente elaborado sobre a presença feminina, publicou em seu portal um poema que exalta o papel da mulher, extraído da série de trovas “Notas de Mulher”, do livro “Astronautas do Além”, psicografado por Chico Xavier.
FONTES:
https://saladeimprensa.vale.com/pt/mulheres-na-vale
https://brasil.arcelormittal.com/sala-imprensa/noticias/brasil/representatividade-das-mulheres-avanca-na-arcelormittal

