Construção industrializada – um caminho sem volta

Ulysses Barbosa Nunes – ABCEM

Com isso, os empresários da construção não esperam mudanças significativas nos rumos do setor nos próximos meses. A pesquisa mostra que eles desejam manter o nível de compras de insumos e matérias-primas e o total de empregados a curto prazo. Em relação ao nível de atividade, os industriais projetam leve alta, enquanto esperam queda no lançamento de empreendimentos e serviços.

PERSPECTIVAS DE EXPANSÃO
Porém, nem tudo são espinhos. Segundo os dados da própria CBIC, o mercado imobiliário brasileiro encerrou o 1º Semestre de 2026 com crescimento nas vendas de imóveis residenciais novos, mesmo diante de um cenário de juros ainda elevados. De janeiro a junho, foram comercializadas 226.536 unidades, alta de 5,4% em relação às 214.910 unidades vendidas no mesmo período de 2025.

Para o presidente da CBIC, Eduardo Aroeira Almeida, os resultados mostram a capacidade de sustentação do mercado imobiliário mesmo diante das condições adversas de crédito. “Os números mostram um mercado saudável e estável, com lançamentos e vendas avançando mesmo em um ambiente de juros elevados. A taxa de juros ainda pesa sobre o crédito imobiliário, encarece o financiamento e limita a capacidade de compra das famílias”, afirma. Ainda segundo ele, a manutenção da demanda também evidencia o potencial de expansão do setor com a melhora das condições de financiamento. “Esse desempenho mostra a força do mercado imobiliário e também o potencial de crescimento que existe com condições de crédito mais favoráveis”, acrescenta.

© USR – direitos reservados

R. Rio Grande do Sul, 890
Araçoiaba da Serra, SP
18190-000