Os números divulgados pelo INDA, entidade que representa distribuidores e revendedores de produtos planos de aço, mostraram que as vendas do setor foram de 297,7 mil toneladas em fevereiro, enquanto as importações chegaram a 404,8 mil toneladas. Ou seja, a curva já se inverteu, e a diferença entre o produto interno e o importado foi de cerca de 35% a maior, com ampla vitória dos importados.
Já os dados do Instituto Aço Brasil, também de fevereiro, apontaram produção de 2,5 milhões de toneladas. Mas, na outra ponta, as importações somaram 629 mil toneladas, com alta de 22%, e quase um quarto da produção nacional, sendo que os laminados planos – aqueles citados acima, e revendidos pelos associados do INDA – totalizaram 588 mil toneladas, com avanço de 32,6%.
Ainda assim os produtores nacionais comemoraram no último mês a conclusão de processos antidumping, até então parados no governo, que determinaram uma sobretaxa de 25% para alguns produtos vindos sobretudo da China. Mas a matemática mostra que, embora ainda seja a maior fornecedora, a China vem sendo substituída pela Coreia do Sul, com avanços expressivos mês a mês. Ou seja, a invasão asiática continua.
Por outro lado, fortes rumores indicam que as siderúrgicas nacionais, acumulando resultados negativos, decidiram por um novo ajuste de preços a partir de abril. A pergunta é: Como será o cenário que enfrentaremos neste e nos próximos anos na siderurgia brasileira? É uma questão que exige reflexão.
Ao lado desses acontecimentos, nós do Portal e Revista Siderurgia Brasil, seguimos destacando o que há de mais positivo na siderurgia nacional. Nesta edição que inaugura o ano de 2026, trazemos uma excelente entrevista com um dos diretores da Villares Metals, principal siderúrgica instalada no Brasil, produtora de aços especiais utilizados para funções específicas. Também ouvimos um dirigente de uma entidade muito representativa da indústria nacional sobre a discussão em torno da mudança das regras de horários e escalas de trabalho, que está tramitando no Senado.
E a China? Bem, ela já foi incógnita, mas hoje é concorrente mundial em quase todas as atividades humanas. Não há segmento da economia nacional sem penetração de produtos chineses. Conferimos de perto e apresentamos uma primeira versão de um estudo baseado em um livro recém-lançado, no qual o autor detalha o funcionamento daquela máquina. E seguiremos na próxima edição falando do “Dragão Chinês”, cada vez mais presente entre nós.
E como esta é a edição de março da nossa revista, não poderíamos deixar de homenagear as mulheres em seu mês. A Grips Editora se une às celebrações às mulheres que fazem parte da nossa vida e da nossa história, pois foi com elas que as construímos.
Finalmente, sendo a primeira edição do ano, apresentamos todas as estatísticas dos setores ligados intimamente à siderurgia, além das tradicionais seções de Energia e Vitrine que completam a nossa publicação.
Medimos pela aceitação do recente lançamento do Anuário da Siderurgia 2026 a grande penetração de nossos veículos, e agradecemos imensamente a todos que nos apoiam. Recebam nosso carinhoso: muito obrigado, e boa leitura!
Henrique Isliker Patria
Editor-chefe
henrique@grips.com.br


